19 de outubro de 2007
Sabemos que o povo francês adora uma greve, se tem algo que incomoda a população, lá vão eles para as ruas, fazem passeatas, paralisam alguns serviços e botam a boca no trombone.
Em nossoa já 14 dias pela França não podia faltar uma greve, não é mesmo??
Era o dia que estávamos saindo de Toulouse para Marseille, vimos as pessoas nas ruas, sabiamos o que estava acontecendo, mas não entendiamos o motivo. Decidimos perguntar na cara dura mesmo, e nos informaram que era sobre alguma coisa na alteração no sistema previdenciario. Toda a classe de transporte publico ficou parada, tudo funcionando com o mínimo necessário apenas.
O que isso nos afetaria? Só algumas horas de espera pelo trem, que até aqui tinham sido impecáveis, iamos pegar o trem das 11:53, mas esse não saiu, esperamos pelo trem das 14:24, o difícil foi achar lugar para ficar na estação lotada e o trem então, pra lá de lotado, mais ainda que o de.Bologna para Brindisi.
Com essa confusão toda não tinha ninguem para olhar os bilhetes e controlar os passes, com isso ganhamos um dia a mais no uso do nosso passe.
Chegamos já quase ao anoitecer em Marseille, nos alojamos, comemos e dormimos !
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A Cidade Cor de Rosa
18 de outubro de 2007
Os Franceses à chamam de Ville Rose, por ter seus prédios feitos com matéria prima de cor rosa, Toulouse para a Europa é uma cidade grande a principal do Sudoeste da França, uma cidade desenvolvida na aérea da educação, tem grandes universidades, na aérea tecnológica, tem a fabrica da Air Bus, aberto para visitação apenas com agendamento prévio de no mínimo 03 dias antes, e também na área da Tecnologia tem um parque temático chamado de Cidade Espacial, 19 euros o ingresso.
Como nossa parada por lá foi pequena preferimos só andar pelas ruas e comprovar a tal fama de cidade Rosa.
No centro da cidade fica o Capitolium, e uma espécie de praça, um quadrado cercado por prédios e as ruas que seguem dali vão ligando a cidade.
Atravessamos o Canal Midi para ver o Dôme de la Grave, fizemos quase uma caça por ele, sempre dava para ver de longe, então fomos seguindo e andando até chegar lá. è o Hospital Saint-Joseph de la Grave, foi construído para cuidar da grande Peste no século 14, e até hoje funciona como um Hospital, é aberto para visitação da capela que fica na cúpula de bronze, aquela que víamos pela cidade, custa em torno de 5euros, chegamos lá e a visita já estava fechada, mas acredito que tenha uma bela vista de lá, já que fica a 51 metros de altura.
Bem perto também encontramos outro hospital o St Jean, que abriga um museu dos instrumentos médicos, entrada free.
Bom o dia já estava no final, voltamos para o hotel, antes demos uma olhada nos e-mail em uma lan house e passamos no mercado para comprar um vinho e alguns queijos, queria fazer uma noite como os franceses, mas escolhemos muito mal, o vinho horroroso e os queijos, incomíveis hehehe,escolhi um de cabra, pois tinha experimentado numa feira , mas acho que o que experimentei devia ser mais fresco, pois o que compramos no mercado era muito ruim, no fim acabamos dando os queijos para uma mendiga na rua, ah sim tem mendigos na França sim, aqui próximo a estação de trem tem alguns.
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Chegando em Toulouse e uma passadinha por Carcassonne
17 de Outubro 2007
Pegamos um trem noturno de Orleans a Toulouse.
Não sei se já comentei que compramos um passe de trem, não aqueles Global que custam uma fortuna, mas escolhi dois países que iria visitar mais e fiz o passe de Paris e Itália.
Esse passe dá direito de usar trechos dentro dos dois países e de um para outro. Escolhi de 05 dias. Foi uma decisão bem difícil de fazer, depois de várias contas e possibilidades, já que não tinha o roteiro todo programado da viagem, acabei achando que 5 dias seria um numero bom.
Na hora de usar fizemos mais contas, pois ele só valeria a pena ser usado para trechos que o valor do trem ponto a ponto fosse mais caro que o valor do passe dividido pelos dias de utilização.
Nosso primeiro trecho utilizado foi na Itália de Bolognha a Brindisi + ou menos 780 km, pegamos o trem regional pinga-pinga, assim não tinha que pagar reserva de trem rápido. Depois utilizamos o o passe como desconto de 50% para a travessia de ferry boat de Brindisi a Patras, mas não foi considerado como utilização de um dia, e sim como desconto. Tenho lá minhas duvidas se esse desconto não é dado de outra maneira também, mas tudo bem, conseguimos o nosso.
Outro trecho foi de Veneza a Paris, nesse caso pagamos a reserva no trem de Milão a Paris, e agora de Orleans a Toulouse + ou - 555km. Esse trecho também pagamos pela reserva.
O bom do passe é que ele dá direito de pegar quantos trens quiser no mesmo dia. Mas no nosso caso, como a ideia era ficar mais tempo nas cidades, nada de fazer bate-volta, quase não usamos esse beneficio. Mas chegando em Toulouse, vimos que era possível ir a Carcassone e voltar, então conseguimos utilizar mais um trecho nesse dia.
No geral para comprar passes tem que fazer contas mesmo se não você acaba pagando mais caro do que comprar cada trecho individual.
****
Chegamos por volta das 7h da manhã em Toulouse, ainda estava escuro e para variar tudo fechado nas ruas. O jeito foi tomar café da manhã, já estavamos super familiarizados com a Quick uma rede de fast food espalhada pela França tem em tudo que é lugar e dentro da estação tinha uma, tomamos o café da manhã lá, um capucino e um croissant, o preço era bom. O dia só foi clarear perto das 8h.
Nos revezamos para dar uma volta ao redor da estação a procura de um hotel enquanto o outro esperava com as malas na estação. Achamos um a poucas quadras e que tinha disponibilidade.
Decidimos então só deixar as mochilas e sair para pegar o próximo trem para Carcassonne.
A cidade fica a menos de 100km de Toulouse, menos de 1 hora de trem. A estação é pequena . Logo seguimos andando e já avistamos o Castelo, era só pegar o rumo e chegar lá. Andamos um pouco e como sempre esses grandes Castelos medievais como serviam, de fortaleza, era sempre no alto de alguma colina, para ter a visão de todos os lados da cidade..
Nos pés da Fortaleza, passamos por uma vilazinha que parecia ter parado no tempo. Um charme, construção de pedras com madeira, roupas nos varais, casas com porão.
O Castelo, não é só um castelo, na verdade é chamado de Cidadela de Carcassonne, um conjunto arquitetônico Medieval, ou seja uma cidade inteira, com comercio, igreja, casas e o Tal Castelo.
O "complexo" é um dos mais conservados da Europa, já esteve abandonado, mas foi restaurado e replanejado para o turismo.
Hoje ainda tem o comercio, de souvenirs, doces típicos e restaurantes, além de hotéis, um bem glamoroso e até um albergue da juventude .
Achei uma delícia caminhar pelas ruas de pedras entrar nas lojinhas, e sentir o clima do lugar com suas muralhas, portas gigantes .
A visita ao Castelo mesmo é uma visita guiada e paga a parte. Chegamos lá já tarde e não teria outra visita no dia.
Voltamos para a estação e aportamos novamente
em Toulouse, dormimos feito pedra !
Pegamos um trem noturno de Orleans a Toulouse.
Não sei se já comentei que compramos um passe de trem, não aqueles Global que custam uma fortuna, mas escolhi dois países que iria visitar mais e fiz o passe de Paris e Itália.
Esse passe dá direito de usar trechos dentro dos dois países e de um para outro. Escolhi de 05 dias. Foi uma decisão bem difícil de fazer, depois de várias contas e possibilidades, já que não tinha o roteiro todo programado da viagem, acabei achando que 5 dias seria um numero bom.
Na hora de usar fizemos mais contas, pois ele só valeria a pena ser usado para trechos que o valor do trem ponto a ponto fosse mais caro que o valor do passe dividido pelos dias de utilização.
Nosso primeiro trecho utilizado foi na Itália de Bolognha a Brindisi + ou menos 780 km, pegamos o trem regional pinga-pinga, assim não tinha que pagar reserva de trem rápido. Depois utilizamos o o passe como desconto de 50% para a travessia de ferry boat de Brindisi a Patras, mas não foi considerado como utilização de um dia, e sim como desconto. Tenho lá minhas duvidas se esse desconto não é dado de outra maneira também, mas tudo bem, conseguimos o nosso.
Outro trecho foi de Veneza a Paris, nesse caso pagamos a reserva no trem de Milão a Paris, e agora de Orleans a Toulouse + ou - 555km. Esse trecho também pagamos pela reserva.
O bom do passe é que ele dá direito de pegar quantos trens quiser no mesmo dia. Mas no nosso caso, como a ideia era ficar mais tempo nas cidades, nada de fazer bate-volta, quase não usamos esse beneficio. Mas chegando em Toulouse, vimos que era possível ir a Carcassone e voltar, então conseguimos utilizar mais um trecho nesse dia.
No geral para comprar passes tem que fazer contas mesmo se não você acaba pagando mais caro do que comprar cada trecho individual.
****
Chegamos por volta das 7h da manhã em Toulouse, ainda estava escuro e para variar tudo fechado nas ruas. O jeito foi tomar café da manhã, já estavamos super familiarizados com a Quick uma rede de fast food espalhada pela França tem em tudo que é lugar e dentro da estação tinha uma, tomamos o café da manhã lá, um capucino e um croissant, o preço era bom. O dia só foi clarear perto das 8h.
Nos revezamos para dar uma volta ao redor da estação a procura de um hotel enquanto o outro esperava com as malas na estação. Achamos um a poucas quadras e que tinha disponibilidade.
Decidimos então só deixar as mochilas e sair para pegar o próximo trem para Carcassonne.
Nos pés da Fortaleza, passamos por uma vilazinha que parecia ter parado no tempo. Um charme, construção de pedras com madeira, roupas nos varais, casas com porão.
O Castelo, não é só um castelo, na verdade é chamado de Cidadela de Carcassonne, um conjunto arquitetônico Medieval, ou seja uma cidade inteira, com comercio, igreja, casas e o Tal Castelo.
O "complexo" é um dos mais conservados da Europa, já esteve abandonado, mas foi restaurado e replanejado para o turismo.
Hoje ainda tem o comercio, de souvenirs, doces típicos e restaurantes, além de hotéis, um bem glamoroso e até um albergue da juventude .
Achei uma delícia caminhar pelas ruas de pedras entrar nas lojinhas, e sentir o clima do lugar com suas muralhas, portas gigantes .
A visita ao Castelo mesmo é uma visita guiada e paga a parte. Chegamos lá já tarde e não teria outra visita no dia.
Voltamos para a estação e aportamos novamente
em Toulouse, dormimos feito pedra !
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Orléans
14,15 e 16 de Outubro de 2007
Dessa vez quem nos ajudou a traçar nossa próxima parada foi nossos incríveis anfitriões Julie e Thomas.
Queria visitar outras cidades da França mas não tinha nada certo em mente, sentamos com eles no google e eles foram nos mostrando as distâncias e as caracteristicas das cidades.
Resolvemos que faríamos o Sul, íamos descendo até chegar novamente na Itália. E o destino que escolhemos para a primeira parada seria Orléans. Compramos os bilhetes de trem e lá fomos nós .
Orléans fica 120 km de Paris, o que deu 1 hora de viagem de trem. A cidade fica na região Centro é a capital do departamento de Loiret, é uma cidade pequena e é conhecida por ter abrigado a famosa Heroína Francesa, Joanna D'Arc, foi ela que livrou a cidade das mãos dos ingleses durante a guerra dos cem anos.
A cidade tem a casa onde Joanna Viveu, uma praça com uma Estatua dela, e um museu interativo muito interessante contando a história da cidade e de Joana.
Além da parte histórica, achei a cidade um charme, com moderno bondes, tudo muito organizado e limpo.
Ficamos dois dias e meio na cidade, muito tempo , não precisa de tudo isso para conhecer, mas queriamos "descansar" um pouco, então fizemos tudo com calma, até um filme em francês, sem legenda, assistimos. Também ficamos vendo o rítmo da cidade, que é calmo por sinal, e depois dessa revigorada em um lugar tranquilo partimos para a próxima aventura.
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Últimos Passeios por Paris
Não posso deixar de falar sobre uma cultura aqui da França, o tal Baguete, eita pão delicioso, é bom comer até puro. Pois bem só entrar numa Boulangerie ( Padaria) pedir sua baguete e sair com ela debaixo do braço, literalmente, no começo é bem estranho, não se embrulha o pão, alguns lugares só colocam uma faxinha no meio, e as pessoas carregam assim mesmo. Depois me acostumei com a idéia e até sai com a minha no braço também, e claro registramos isso na foto abaixo.
Nossa passada pela Champs Elysees e o Arc de Triomphe:
Ah o último programa mesmo em Paris não podia ser mais Francês do que assistir a uma partida ( nada menos que a semi-final) de Hugby no Camps De Mars , em frente a Torre Eiffel.Nossos anfitriões e mais um vizinho nos levaram e tentavam nos explicar um pouco das regras do jogo. Haviam espalhados pelo gramado 3 telões e o lugar não parava de encher, me senti em meio a uma copa do mundo no Brasil, porém ho povo civilizado, eles assistem a uma partida de Rugby, a semi- final contra o maior rival a Inglaterra, é como um jogo de futebol Brasil X Argentina, sentados, isso mesmo todos sentadinhos no chão, quietos, compenetrados, só umas reclamadas mas muito educadas por sinal. E se por acaso você se levantasse um pouco, logo escutava um "Assie s'il vous plait",( Sente-se por favor) em uma espécie de coro. Para a frustração geral dos que ali estavam presente, (sem contar com alguns Ingleses perdidos) a França perdeu, o povo se retirou quase em silencio, a festa acabou !
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Montmartre
12 de Outubro de 2007
Passeio do dia: ir até a Sacré-Coeur, fica no bairro boémio de Montmartre.
Fomos de metro até Anvers, e chegamos praticamente de frente para a escadaria da Basílica.Você pode subir de bondinho ou pela escada mesmo, foi o que fizemos, respiramos fundo e lá fomos nós.

A escada fica repleta de Africanos tentando vender pulserinhas de artesanato que eles fazem ali na hora. Como eu já tinha caído no artesanato lá na Grécia, falei para o Edison seguir em frente nem dar trela para as fitinhas coloridas, estava subindo e subindo, quando olho para trás lá está o Edison com o dedo esticado e o moço trançando. Voltei para chama-lo e imediatamente surge outro moço já trançando outra pulserinha no meu dedo e dizendo que ia trazer prosperidade, era só fazer um pedido enquanto ele dava os nós. Eles são ligeiros demais e dizem se não gostar não precisa pagar, mas você fica um pouco impressionado com o tamanho e a quantidade deles e acaba pagando, mesmo que pechinchando. No nosso caso ele disse que era 10 euros cada, imagina nós que gastamos 20 euros, ou até menos, para dormir, iamos gastar tudo isso com pulseiras, acabamos pagando 5 nas duas e foi de bom tamanho.

Lá no topo da escada, as pessoas ficam sentadas e quase sempre tem alguem tocando e cantando, nessa hora era um Bob Marley couver.Enfim chegamos ao topo, e avista lá de cima é muito bonita.
A basílica é linda por fora e por dentro. Foi a primeira igreja, depois de muitas que visitamos, que senti uma forte emoção, acho que a beleza, uma pequena exposição sobre Madre Clelia, que tanto ouvi falar no colégio, e principalmente as freiras cantando durante a missa, foi tudo muito emocionante. Me senti em paz lá.

Do lado de fora estava acontecendo uma feira com produtos típicos Francês, pães, queijos e principalmente vinho. Faz parte da comemoração da colheita da uva, e já que o bairro é produtor de uvas e vinho, eles também comemoram a colheita com feiras e festas. Isso nos ocorreu sem querer, nem sabiamos disso, mas tivemos o prazer de estar no dia e local certo. A festa mesmo é no segundo sábado do mês de Outubro, e pelo que entendi a feira começa uns dias antes.



Nessa feira experimentamos o prato típico Francês,o escargot, era bem pequenino e só a titulo de curiosidade mesmo, um caracolzinho temperado com ervas finas a 1 euro. O bichinho mesmo nem senti o gosto, mas o tempero estava excelente !!


Caminhamos bastante pelo bairro, passamos pela praça dos artistas, Place Terte, e nesse momento me senti um pouco no bairro de Santa Tereza no Rio de Janeiro, tem bondinho também para chegar, museus, artistas de rua, artesanato, Montmartre me pareceu bem familiar.


Encanei com duas coisas, uma que irira ver o Mollin Rouge, mas o que tinha na mente era ver o moinho mesmo, não o Cabaret,então encontrei o caberet, não entramos pois é caríssimo.

Conhecemos a região que é cheia de sexs shops, cine porno e etc. Continuamos a caminhada atrás dos outros dois moinhos, achei um escondidinho, parecia um lugar residencial e logo mais a frente o outro, é um restaurante e era um dos preferidos pelo boémia do inicio do século XX.
Outra coisa que queria muito ver era o museu de Art Naif, afinal trabalhei um ano no museu desse género no Rio de Janeiro e 80% do publico era francês, agora queria ver o "berço" dessa arte que me encanta. Rodamos um pouco e encontramos, não é só um museu de arte Naif, é junto com arte Bruit, e também funcionava como Galeria, ficamos só na parte do café e da loja, pois a entrada era "salgadinha".
Mais um passeio e um dia inesquecivel !!!
Passeio do dia: ir até a Sacré-Coeur, fica no bairro boémio de Montmartre.
Fomos de metro até Anvers, e chegamos praticamente de frente para a escadaria da Basílica.Você pode subir de bondinho ou pela escada mesmo, foi o que fizemos, respiramos fundo e lá fomos nós.
A escada fica repleta de Africanos tentando vender pulserinhas de artesanato que eles fazem ali na hora. Como eu já tinha caído no artesanato lá na Grécia, falei para o Edison seguir em frente nem dar trela para as fitinhas coloridas, estava subindo e subindo, quando olho para trás lá está o Edison com o dedo esticado e o moço trançando. Voltei para chama-lo e imediatamente surge outro moço já trançando outra pulserinha no meu dedo e dizendo que ia trazer prosperidade, era só fazer um pedido enquanto ele dava os nós. Eles são ligeiros demais e dizem se não gostar não precisa pagar, mas você fica um pouco impressionado com o tamanho e a quantidade deles e acaba pagando, mesmo que pechinchando. No nosso caso ele disse que era 10 euros cada, imagina nós que gastamos 20 euros, ou até menos, para dormir, iamos gastar tudo isso com pulseiras, acabamos pagando 5 nas duas e foi de bom tamanho.
Lá no topo da escada, as pessoas ficam sentadas e quase sempre tem alguem tocando e cantando, nessa hora era um Bob Marley couver.Enfim chegamos ao topo, e avista lá de cima é muito bonita.
A basílica é linda por fora e por dentro. Foi a primeira igreja, depois de muitas que visitamos, que senti uma forte emoção, acho que a beleza, uma pequena exposição sobre Madre Clelia, que tanto ouvi falar no colégio, e principalmente as freiras cantando durante a missa, foi tudo muito emocionante. Me senti em paz lá.
Do lado de fora estava acontecendo uma feira com produtos típicos Francês, pães, queijos e principalmente vinho. Faz parte da comemoração da colheita da uva, e já que o bairro é produtor de uvas e vinho, eles também comemoram a colheita com feiras e festas. Isso nos ocorreu sem querer, nem sabiamos disso, mas tivemos o prazer de estar no dia e local certo. A festa mesmo é no segundo sábado do mês de Outubro, e pelo que entendi a feira começa uns dias antes.
Nessa feira experimentamos o prato típico Francês,o escargot, era bem pequenino e só a titulo de curiosidade mesmo, um caracolzinho temperado com ervas finas a 1 euro. O bichinho mesmo nem senti o gosto, mas o tempero estava excelente !!
Caminhamos bastante pelo bairro, passamos pela praça dos artistas, Place Terte, e nesse momento me senti um pouco no bairro de Santa Tereza no Rio de Janeiro, tem bondinho também para chegar, museus, artistas de rua, artesanato, Montmartre me pareceu bem familiar.
Encanei com duas coisas, uma que irira ver o Mollin Rouge, mas o que tinha na mente era ver o moinho mesmo, não o Cabaret,então encontrei o caberet, não entramos pois é caríssimo.
Outra coisa que queria muito ver era o museu de Art Naif, afinal trabalhei um ano no museu desse género no Rio de Janeiro e 80% do publico era francês, agora queria ver o "berço" dessa arte que me encanta. Rodamos um pouco e encontramos, não é só um museu de arte Naif, é junto com arte Bruit, e também funcionava como Galeria, ficamos só na parte do café e da loja, pois a entrada era "salgadinha".
Mais um passeio e um dia inesquecivel !!!
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
BelleVille
11 de outubro de 2007
De volta para um "sofá",projeto couchsurfing, agora o bairro é Belleville. Para ser sincera nunca tinha ouvido falar sobre o bairro, não é um lugar muito turístico, apesar de seus encantadores parques e vista da Torre Eiffel. É um bairro de trabalhadores, e muitos imigrantes. Lá onde fica uma das duas Chinatown da cidade.
Pegamos as direções, descemos no metro Pyrennées, o endereço e nos programamos para chegar lá no final do dia, o novo casal trabalhava, e esse era o horário disponível. Para o jantar fomos até um restaurante Tailandês no bairro, bem frequentado, havia fila para sentar. Então pegamos para viagem, que por sinal é mais barato,e seguimos para o apartamento.
Julie, nossa anfitriã, me levou para uma das mais belas vista da cidade, e contou que antigamente o Bairro era uma cidade independente e o nome, Belleville significa justamente Cidade Bela. É um dos bairros mais altos da cidade.

Jogamos uma partida de 21 na quadra de basquete próximo ao apartamento deles, frequentamos as maravilhosas padarias do Bairro e me senti por alguns dias moradora dessa cidade, e se fosse possível ficaria lá mais uma semana, mas como dizia minha mãe, visita é bom mas, mais que 3 dias fede né?!! Então partimos para a próxima parada.

De volta para um "sofá",projeto couchsurfing, agora o bairro é Belleville. Para ser sincera nunca tinha ouvido falar sobre o bairro, não é um lugar muito turístico, apesar de seus encantadores parques e vista da Torre Eiffel. É um bairro de trabalhadores, e muitos imigrantes. Lá onde fica uma das duas Chinatown da cidade.
Pegamos as direções, descemos no metro Pyrennées, o endereço e nos programamos para chegar lá no final do dia, o novo casal trabalhava, e esse era o horário disponível. Para o jantar fomos até um restaurante Tailandês no bairro, bem frequentado, havia fila para sentar. Então pegamos para viagem, que por sinal é mais barato,e seguimos para o apartamento.
Julie, nossa anfitriã, me levou para uma das mais belas vista da cidade, e contou que antigamente o Bairro era uma cidade independente e o nome, Belleville significa justamente Cidade Bela. É um dos bairros mais altos da cidade.
Jogamos uma partida de 21 na quadra de basquete próximo ao apartamento deles, frequentamos as maravilhosas padarias do Bairro e me senti por alguns dias moradora dessa cidade, e se fosse possível ficaria lá mais uma semana, mas como dizia minha mãe, visita é bom mas, mais que 3 dias fede né?!! Então partimos para a próxima parada.
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