sábado, 24 de maio de 2014

O Passeio de Maria Fumaça

19 e 20 de Maio de 2012

Lá fomos nós para um passeio na região, uma escapadinha de final de semana.
A viagem foi com o SESC, encontramos no embarque com dois amigos da escola do João, o que tornou a viagem mais atraente ainda para ele.


Saímos de ônibus cedinho o primeiro destino foi Piracicaba, umas 3 horas de viagem, paramos no hotel que íamos pernoitar, o Royal Park. O hotel é bem simples e antigo,mas ok para passar um noite, o João adorou, qualquer hotel já agrada a criança !



Saímos para almoçar na rua do porto, é uma rua revitalizada as margens do Rio Piracicaba.
Era a vila dos pescadores, com a falta de peixe no rio, os pescadores foram vendendo suas casas e tudo foi ficando abandonado. Um projeto levantou essa área e transformou as casinhas em restaurantes e lojas. O prato principal são os peixes assados no tambor, quase um rodízio de peixe, todos muito saborosos, os acompanhamentos  foram: cuscuz de frango, salada, arroz e pirão, tudo perfeito.




Depois do almoço saímos com o ônibus para um passeio pela cidade.

Paramos para uma visita ao Parque do Mirante, onde se tem ótima vista dos saltos do rio, foi um agradável passeio em meio a mata nativa, um parque muito bem cuidado. Terminamos no Engenho Central onde estava acontecendo a virada cultural, com várias atrações. Já estava anoitecendo, encontramos com o ônibus e voltamos ao hotel para banho e sair novamente para o jantar. O restaurante escolhido, Claudinho's é bem conhecido pela sua parmegiana, tirando a demora para servir o restante foi bom. Chegamos no hotel exaustos, aproveitamos bastante o dia e agora só nos restava dormir.




Acordamos cedo e tomamos o café da manhã no hotel, café simples, condizente com o hotel, seguimos para Campinas, uma hora aproximadamente de viagem.

Fomos direto para o parque Taquaral ou Portugal, um parque muito conhecido do Campineiro para o lazer em geral. Estava um lindo domingo de sol, o parque estava cheio, pessoas caminhando, correndo, brincando no playground. O João e o Edison andaram de pedalinho e depois demos uma volta no trenzinho. Em seguida voltamos para o ônibus e seguimos para A Vila Antiga onde almoçamos.





O lugar é incrível, um ótimo passeio. Além do restaurante em si tem uma adega com degustação e venda de vinhos fabricado ali, tem um lugar com carros antigos e até carruagens, João se encantou com um trator,  se deixasse ele ficava lá em cima o dia todo.




 Tem um mini museu com antigas maquinas de escrever, telégrafos, tvs, rádios, brinquedos antigos etc. Também um biblioteca muito bonita, nesse espaço tinha um painel com vários temas como  religião, falando sobre Cristo, Buda, Pirâmides do Egito, depois falando sobre escravos no Brasil, onde o João se interessou bastante e perguntava o porque das imagens com pessoas presas apanhando.


No restaurante com fogão a lenha a decoração era a época do café, com bonecos reproduzindo os escravos da fazenda, bem ali ficava o cantinho do café, servido em bule  e canecas típicas daquela época.
A comida é  de fazenda, carne de porco, feijão gordo, feijoada, e mais um monte de outras delícias, a sobremesa, doces caseiros e queijo de minas.




Nas últimas andanças pelo lugar descobrimos onde fica a cozinha, muito bem equipada, toda de vidro, ao fundo vimos uma pequena horta e uma mercearia, nos molde de museu com algumas maquinas antigas.



Tudo lá renderam ótimas fotos e João se divertiu bastante com muito espaço para correr, ver, tocar e observar.
Lá também funciona um planetário, mas só abre depois das 16h.

Nosso último passeio foi na tão esperada Maria Fumaça. A estação em Campinas é pequena  quase sem espaço para esperar e o trem estava atrasado. Eramos da segunda viagem do dia, a primeira, da manhã, saiu com atraso e estava lotado, tinha até uma família comemorando aniversário de 80 anos da matriarca, com direito a bexiga, bolo e tudo mais, achei a ideia genial !


O trem da tarde saiu com mais de 40 minutos de atraso, e para criança esperar tudo isso é uma eternidade, João andou no trilho,  entrou em outras maquinas alí estacionadas, correu , pulou, brincou e cansou....


Enquanto esperávamos tinha um grupo cantando, o nome do grupo é Nostalgia, tocando musicas antigas com direito a pedidos do publico.


Enfim a dona Maria chegou, foi dada uma pequena explicação como a maquina funcionava, em seguida o famoso apito foi escutado por todos, então pegamos nossos lugares nos bancos do trem e seguimos viagem por uma hora  até Jaguariuna. No caminho em cada vagão vai uma pessoa da Associação Brasileira de Preservação de Ferrovias ( ABPF) contando a historia das ferrovias durante a época do café nessa região, da para ver no rosto deles que são apaixonados por esse trabalho, que além do contato com o publico nas visitas fazem a restauração dos trens e linhas.
Durante a viagem passa uma lojinha ambulante, vendendo souvenirs para ajudar a associação.


Claro que nosso pequeno dormiu depois de quase uma hora no sacolejo do trem, já estávamos quase chegando na estação final, mas não resistiu.


A estação de Jaguariuna foi toda restaurada e revitalizada, fizeram bares e restaurantes ao redor e um museu.  Não conseguimos passear muito por ali pois o pequeno estava apagado no colo, fomos direto ao ônibus e esperamos o pessoal voltar, no fim da tarde começamos a volta para Bauru.

Adoro passeios de trem e curti um montão esse passeio como um todo, na verdade imaginava que ia fazer apenas o passeio de Maria Fumaça, mas os demais passeios me surpreenderam e deram toda a graça na viagem.

Nos encontramos na próxima Parada !!!


 


sábado, 29 de março de 2014

Nossa Primeira Viagem Internacional em Família

16, 17 e 18 de Dezembro 2011

Foi tudo decidido as pressas num impulso de uma mega promoção de passagem aérea, a extinta cia aérea Pluna fazia 75 anos e estava com promoção de passagens para Montevideo a U$75 ida e volta, resolvi dar uma conferida se de fato conseguia fazer reservas nessa tarifa, coloquei o primeiro final de semana das minhas férias e bingo, consegui 03 lugares na promoção, a do João ainda com desconto para criança, emiti logo .
Com as passagens compradas, começou a saga para escolher uma hospedagem, pesquisei sobre a localização na cidade e entendi que para nós a melhor opção era ficar em Pocitos ou Punta Carretas   na região da Rambla, por ficar mais perto dos shoppings e restaurantes e mais facilidades a noite.
Tentei alguns descontos ou alguma cortesia para agente de viagem nos hotéis dessa região, tudo negado, então parti para o que poderia pagar, nossos já conhecidos, albergues. Aqui a dificuldade foi achar um que aceitasse criança, alguns não aceitavam e já estava achando que teria que pagar um hotel mesmo, quando achei o Montevideo UP, que aceitou numa boa nosso menino, reservamos um quarto casal com banheiro compartilhado. O pagamento do sinal para garantia da reserva foi através do Western Union e o restante no check out, U$ 50 a diária.

Nosso voo saia de Campinas, pegamos um ônibus em Bauru até a cidade de Campinas, da rodoviaria compramos o bilhete para o ônibus que vai até o aeroporto, um ônibus executivo que vai direto por R$ 9,70 por pessoa, não pegamos transito e a viagem durou 30 minutos no máximo.

O aeroporto estava bem tranquilo, naquele dia só tinha o nosso voo internacional, a espera foi bem melhor do que imaginava, apesar de longa e da ansiedade que estávamos. Como ficamos com um portão de embarque todo para nós, o João correu, brincou de carrinho, gastou energia ali, e quando começou a chegar as pessoas a pilha dele foi acabando e não resistiu, apagou, bem na hora de embarcar, só foi acordar quando estavamos sentando dentro do avião, e acordou com uma carinha gostosa do tipo, tô mesmo no avião?!




Era o primeiro voo dele,  mexeu em tudo é claro, abaixou o banco, subiu, abaixou e levantou a mesinha "trocentas" vezes, até a hora de apertar os cintos, fez tudo direitinho, as aeromoças passaram checando todos e pediu para o pai arrumar o banco dele que tava inclinado, o João pensou que ela estava dando uma bronca no pai e ficou apreensivo, ficou com medo de levar "bronca" também e obedeceu o voo todo. Na decolagem enchi ele de balas, assim não tem como não gostar de voar né? Já no pouso demorei para dar a bala e ele reclamou de dor no ouvido. Reclamar é uma maneira discreta de falar, na verdade ele gritou de dor( mas ele é exagerado mesmo), depois das balas melhorou e ficou tudo bem novamente.
O serviço de bordo era pago, como era um voo curto e no meio da tarde, só tinha snacks como opções de lanche, compramos apenas uma batata chips.

Chegamos em Montevideo no final da tarde e com chuva, estava até frio. Como o ônibus circular que faz aeroporto - Punta Carretas não tem com tanta frequência, resolvemos não esperar mais e pegamos um taxi. Ual, foi bem caro, R$100,00, esse trecho é muito caro para se fazer de taxi, mas dentro da cidade, o taxi fica baratinho.

Enfim chegamos no albergue, a localização é ótima, a casa bem interessante, mas a limpeza deixava a desejar e o cheiro de cigarro era bem desconfortável, já não estou mais acostumada a sentir cheiro de cigarro em ambientes fechados, como aqui no Brasil é proibido, nem pensei sobre isso, mas logo na chegada fizemos o check in com os cigarros rolando solto com a equipe de funcionários, que eram todos de uma família, um ambiente bem familiar.
Tive vontade de desistir de ficar a ali com medo de atacar a bronquite do João, mas como era noite, estávamos cansados depois de viajar o dia inteiro, resolvemos ficar  e deu tudo certo.


Depois de um banho saímos para jantar no shopping Punta Carretas, bem pertinho do hostel.
Ficamos encantados com a decoração de Natal do shopping, tudo muito bonito e  podiamos "participar"  descobrindo a decoração por dentro.



Conseguimos Jantar num restaurante Naturalista, um dos poucos que aceitaram nossos reais, pois não tínhamos trocado a moeda pelo peso ainda.

Dormimos bem e no dia seguinte a chuva ainda estava lá. Tomamos o café da manhã do hostel, café ruim e fraco, mas a geleia caseira de pessego e o doce de leite hummm deliciosos !

Saimos para um passeio, estava ventando bastante e caindo uma chuvinha fininha, Edison resolveu voltar para o hostel e pegar um casaco, nisso eu e o João continuamos nossa caminhada pela rambla, acabamos nos desencontrando, ficamos mais de uma hora sem contato, nos encontramos novamente na praça Beatriz, onde acontece uma feira aos sabados, tem de tudo , roupas, souvenirs, verduras legumes, e frutas. No meio da praça tem um playground, e o João aproveitou um pouco,afinal depois da caminhada ele merecia brincar !!!






Seguimos para o centro da cidade, mais especifico ao "Mercado del Puerto", que fica em frente ao Porto e abriga diversos restaurantes servindo o prato tipico Uruguaio,o Assado. Como é um galpão fechado cheio de "churrasqueiras, você acaba saindo de lá "defumado"depois de um belo almoço. Escolhemos um restaurante que tinha uma mesa legal para sentar, pois estava bem cheio o. Edison pegou Meio Assado e veio um pedação de carne, parecido com uma costela e eu fiquei com um frango assado, acompanhado de batata frita e salada.






Na saída a chuva tinha apertado um pouco, andamos na redondeza e pegamos um ônibus para um shopping, lá trocamos um pouco de pesos e fomos ao mercado, compramos um macarrão para cozinhar no albergue pois com a chuva apertando não sairíamos a noite para jantar. Na frente do Shopping o João avistou um brinquedão que ficava dentro de um Mc Donald's, fomos até lá e ele se divertiu nos brinquedos.



Dia seguinte Domingão, já não estava mais chovendo, mas o tempo estava bem fechado e ventava forte. Caminhamos pela Rambla novamente, porém em sentido contrario do outro dia, nosso objetivo era chegar no Farol.
Foi uma caminhada bem gostosa, o tempo foi abrindo e esquentando. Pena que já estava na hora de voltar.





Chegando no hostel encontramos com um casal de Brasileiros que também pegariam um voo perto do nosso horário, não pensamos duas vezes e rachamos um taxi com eles. Coisas como essas só ficando em Albergues para compartilhar !!

Almoçamos no aeroporto no Mc Donald's. Já dentro da sala de embarque João arrumou uma amiguinha, que estava a horas esperando um voo, ela filha de Brasileira mas de pai Argenti
no, já estava acostumada com as esperas de aeroporto e a mãe dela também, a criança tinha tantos brinquedos que parecia uma sala vip para crianças. João nada bobo foi se chegando e brincando com a pequena que mal falava, assim as horas de espera passaram que nem sentimos.

Chegamos em casa cansados mas renovados, João cheio de coisas novas para contar.
Ele cativou as pessoas por onde passava e dizia: Hola, que tal? Fez amigos no hostel, no aeroporto e até na policia federal.
E quem disse que ele queria voltar? Ele dizia que iria ficar na casa nova, o albergue, ele adorou, mesmo sendo um albergue bem meia boca.
Esses são os olhos das crianças, vem só os pontos positivos e qualquer coisa em família os divertem.

Tem como não amar viajar com eles?? !!!